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PIX e seus efeitos nas áreas transacionais vs inovação

  • Foto do escritor: Jailson Evangelista
    Jailson Evangelista
  • 26 de jan. de 2021
  • 3 min de leitura

Temos mudanças relevantes a serem implementadas nas rotinas transacionais, como contas a pagar, a receber, departamento pessoal, contabilidade e até a área tributária.

PIX é um termo tão falado desde o último trimestre que já não necessita mais defini-lo aqui, mas resumidamente podemos dizer que se trata de uma plataforma de pagamentos lançada pelo Banco Central, para agilizar as transações, facilitar as transferências de valores entre pessoas, efetuar pagamentos de contas e até o recolhimento de impostos e taxas de serviços, entre outras possibilidades, instantaneamente e sem custos.


Aliado às Fintechs e open bankings, o PIX é o mais novo recurso inovador para atender uma gama de milhões de pessoas que ainda não possuem conta corrente pelo alto custo de manutenção (parece mentira, não é? Mas não, são dados de uma pesquisa da Global Findex Data Base), já que atualmente oferecem diversos serviços sem custo ou a um baixo custo e o Pix vem também como um desses serviços que as demais instituições poderão oferecer em regime de concorrência.


A inovação do PIX está aí, pois com agilidade pode integrar a sociedade, inclusive em breve o PIX poderá ser usado no modo offline. Além da colaboração com a inclusão e diversidade, colabora também no que tange a democratização, aspectos jurídicos e tributários de taxação e precificação e até pode ser uma ferramenta de impulsão para fomentar vendas.


Uma inovação como o Pix pode ter um efeito multiplicador de novos produtos, serviços e empresas. Um desses novos produtos, já em discussão no Banco Central, é a permissão da utilização do Pix para transações internacionais. O formato aberto escolhido pelo Banco Central e o racional de remoção de barreiras de entrada trazem a expectativa do início de uma revolução no sistema de pagamentos e serviços financeiros, que aumentará a bancarização do brasileiro e imprimirá uma eficiência maior à prestação de serviços, a revelar um ganho de qualidade para o consumidor.


Diante de tudo isso, o que é muito benéfico para o setor financeiro e sociedade, temos mudanças relevantes a serem implementadas por toda essa inovação nas rotinas transacionais, como contas a pagar, a receber, departamento pessoal, contabilidade e até a área tributária.


A área financeira é impactada por que há mais um meio de pagamento e recebimento, que não se mistura com os meios que precisam aguardar compensações, por exemplo. Com tanta diversidade no recebimento e no pagamento como fica a manutenção diária do fluxo de caixa, bem como validações com extratos bancários e razões contábeis. Isso, sem falar nas mudanças sistêmicas e nos controles extras financeiros.


O Departamento pessoal terá que além de se adequar sistemicamente, criando uma nova opção de transferência dos salários aos funcionários, terá que atualizar os dados cadastrais dos colaboradores. Para pequenas e médias empresas, deixam de contar com um dia ou um fim de semana a mais para compensações entre bancos e contas (efeito de caixa para alguns).


A contabilidade terá que trabalhar com a agilidade de toda essa operação para respeitar, por exemplo, um dos principais princípios contábeis, competência ou caixa, até porque as transações bancárias já não “respeitarão” os dias e horas úteis de trabalho. Ademais, o que será de critérios como “datas cortes” e work days'' em cronogramas de fechamentos?


Para a área tributária, no que concerne à tributação sob o reconhecimento contábil de receita vs financeiro (faturamento real), o fechamento mensal passa a ser um desafio já que a receita poderá ser liquida, financeiramente falando, até meia noite do dia 31. Um outro fator é a agilidade com que os órgãos fiscalizadores poderão ter ciência dos pagamentos dos impostos, o que pode implicar na emissão de certidões negativas de débitos.


Ao ler esses 4 contrapontos, você pode pensar que o PIX não agregou, por que só trouxe preocupações, mas não, é o inverso, porque essa é a tendência de hora em diante, ou seja, todos os dias poderemos ter uma inovação à ser aplicada à nossa rotina e teremos que nos adequar. O segredo para ter sucesso será o de encarar esse cenário disruptivo sem resistências e buscando a mudança do perfil profissional, seja seu, da sua equipe ou da sua empresa, de forma que se torne mais inovador e high tech, compreendendo melhor esse cenário de mudanças e sendo criativo para ajustar as rotas, no qual o PIX é só um exemplo de muitos.


Não podemos perder de vista o entendimento de que Inovação, em seu princípio, cria cenários ambíguos, exigindo flexibilidade e ousadia para experimentações.


E você, como tem se preparado para as transformações tecnológicas? Compartilhe com a gente suas experiências.

Vamos nos readaptar e trilhar juntos esse caminho de inovação!

Até Logo,


Equipe ForTech


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